quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Resenha - Cidades de Papel

Ao que parece, além de John Green ser um dos autores mais adorados pelo público jovem americano atualmente, ele também conquistou os brasileiros. Prova disso são as listas de livros mais vendidos no momento: três, dos quatro livros do autor publicados em português estão no top 10. Cidades de Papel é o mais novo a chegar ao mercado, lançado em Agosto pela Intrínseca. O livro é o mais vendido atualmente na categoria "ficção". Por que de tanto sucesso? Vamos tentar entender...
Cidades de Papel conta a história do jovem Quentin Jacobsen, ou simplesmente Q, garoto do último ano do ensino médio que sempre foi apaixonado pela bela e misteriosa vizinha e colega de classe Margo Roth Spielgman. Como também acontece nos demais livros de Green, nosso protagonista é pouco popular, pouco chamativo fisicamente e não faz questão que notem sua presença. "Eu sempre gostei disso: eu gostava da rotina. Gostava de sentir tédio. Não queria gostar, mas gostava", narra nosso protagonista. Q tem dois amigos inseparáveis: Ben e Radar, ambos estudam juntos.
Apesar de serem vizinhos, Q e  Margo não se falam desde os sete anos. Até que, em uma bela madrugada, a garota pula a janela de seu quarto e o convoca para uma aventura de vingança que durará a madrugada inteira. Após exitar por um momento, ele aceita o convite. Os dois colocam em prática um plano de 11 fases onde Margô "acerta uns ponteiros do passado com algumas pessoas". Apesar de apavorado, Q acaba contagiado pela adrenalina e ao final da madrugada faz o balanço final dizendo ter vivido a melhor noite de sua vida. "E comecei a sentir que o mundo estava fora de ordem, embora não soubesse de imediato o que estava diferente", nos conta ele.
Plano concluído, os dois voltam para casa. No dia seguinte, Q vai ao colégio acreditando que tudo mudará na sua relação com a amada, afinal ele a ajudou mesmo correndo vários riscos. Mas eis que algo acontece: Margo simplesmente desaparece. Q fica desesperado mas aos poucos começa a juntar pistas que a garota deixou para trás e formula possíveis rotas de para onde ela possa ter ido. Após se convencer e convencer a todos que ela quer que ele a encontre, Q parte para uma excursão de carro atravessando os EUA em busca da amada. Se juntam a aventura Ben, Radar e Lacey (ex melhor amiga de Margo). A resposta para todo esse enigma está nas Cidades de Papel*, que são cidades que não existem fisicamente, apenas nos mapas. Margo era apaixonada por cidades de papel. Como procurar por lugares que não existem? Como encontrar alguém que as vezes dá a entender que não quer ser encontrada? Como terminará tudo isso? Só lendo para saber as respostas. 
AVISO: você só entenderá esta imagem após ler o livro
Cidades de Papel não é o melhor livro de Green, mas está longe de ser ruim. As cem primeiras páginas são tão intensas que podem facilmente ser lidas de uma vez só. Caraterísticas de outras obras de Green como piadas nerds e algumas frases que nos fazem refletir continuam presentes. De todo o conjunto da obra o final talvez seja o que mais decepcione, não por ser ruim, mas por não ter recebido o tratamento adequado que merecia. Mesmo assim é um livro interessante que vale a leitura!
Aos fãs de Green uma boa notícia: seu livro mais famoso, A Culpa é das Estrelas, está virando filme e já tem data de estreia nos cinemas: 6 de junho de 2014. Alguma dúvida que estaremos todos lá?


Livro: Cidades de Papel (Paper Towns)
Autor: John Green
Pais: EUA/2013
Editora: Intrínseca
366 páginas

Leia também:
Resenha de A Culpa é das Estrelas
Resenha de O Teorema Katherine

*Uma Cidade de Papel é uma cidade que foi colocada num mapa porém não existe de verdade, ou seja, é apenas um nome. É um recurso que foi muito utilizado por empresas produtoras de mapas para enganar e desmascarar possíveis concorrentes que plagiassem seus mapas. Hoje em dia, com a popularização da internet e de GPS quase não se fazem mais mapas de papel, por isso a criação de Cidades de Papel caiu em desuso.

6 comentários:

  1. Cidades de Papel é maravilhoso!
    Não o considero o melhor livro do Green, mas ainda assim é impressionante. Ele saber usar cada elemento na medida certa, prendendo o leitor à história, e em Cidades de Papel não foi diferente.
    Ótima resenha!
    Um abraço,
    Dayenne Vieira.

    http://um-momentoasos.blogspot.com.br/

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    1. Realmente, ele parece que entende exatamente o que o leitor espera de uma boa narrativa. Deve estar ai o segredo do sucesso dele.
      Muito obrigado Dayenne, beijo!

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  2. Fiquei meio receoso quanto a prosseguir com as leituras dos livros de John Green, pois fui com "muita sede ao pote" com o "A culpa é das estrelas" e acabei me decepcionando, pois não lia uma resenha apontando o que quer que fosse de negativo no livro e depois que li não achei tudo isso, foi um bom livro, mas esperava mais, pretendo ler esse Cidades de Papel, mas bem pra frente e em versão digital para não correr o risco dessa vez!
    Abraço
    Claudinei Barbosa
    http://resenhandoecontando.blogspot.com

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    1. Espero que minha resenha te lhe ajudado a decidir se irá ou não ler Cidades de Papel. É um bom livro, mas se não gosta de se decepcionar é melhor ir com cautela, sem grandes expectativas. Melhor surpresa que decepção né? haha Abraço.

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  3. Adorei a resenha.. Já pensando melhor em ler... Beijos!!!
    www.literaturaesquizofrenica.blogspot.com.br
    www.viagensinterliterariasalua.blogspot.com.br

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